
Ronaldo Fenômeno comentou, neste sábado (11), a possibilidade de Harry Kane igualar sua marca de gols em Copas do Mundo e afirmou não se incomodar em ver antigos recordes sendo superados. O ex-camisa 9 da Seleção Brasileira ainda aproveitou para fazer uma análise do atual cenário do futebol brasileiro após a eliminação precoce neste Mundial.
Em entrevista à CazéTV, Ronaldo tratou o assunto com bom humor ao falar sobre a sequência de jogadores que vêm ultrapassando suas marcas históricas.
“Virou uma várzea, está todo mundo me passando. Perdi a emoção já. Mas títulos eles têm que correr muito atrás. Os caras que estão me passando e fazendo números expressivos são realmente diferentes, eles merecem. Recordes são feitos para serem batidos. Não tenho que me preocupar. Se mantiverem meus gols na história, está tudo certo”, brincou.
Com 15 gols em Copas do Mundo, Ronaldo ocupa atualmente a quarta posição entre os maiores artilheiros da história do torneio. À sua frente estão Lionel Messi, com 21 gols, Kylian Mbappé, com 20, e Miroslav Klose, com 16. Harry Kane aparece logo atrás, empatado com Gerd Müller, ambos com 14 gols, e pode alcançar o brasileiro caso marque diante da Noruega.
O ex-atacante também elogiou a nova geração de centroavantes, destacando Harry Kane e Erling Haaland como grandes referências da posição.
“Adoro os dois. Um tempo atrás, a gente estava falando sobre a carência de números 9 no mundo. Olha que reviravolta linda. Me sinto muito orgulhoso de ter esses caras como grandes representantes de centroavantes. O Mbappé também. Joga com a 10, mas é centroavante”, afirmou.
Ronaldo ainda lamentou a eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega, nas oitavas de final, e reconheceu que o futebol nacional vive um momento inferior ao das principais potências europeias. “Pelo amor de Deus. Eu não sei mais o que falar para justificar a nossa ausência aqui. Eu já tinha programado com a Fifa pedir mais de 50 ingressos”, revelou.
Na avaliação do Fenômeno, a campanha da Copa do Mundo evidencia a necessidade de uma reflexão profunda no futebol brasileiro.
“Acho que ninguém entra nessa disputa com a gente. O nosso momento é muito ruim. A disputa de semifinal, quase todos europeus. Semifinal vai ser três europeus e talvez Argentina, ou quatro europeus. A gente tem que rever, assumir com humildade que estamos abaixo e assumir nossos erros. A partir daí, tentar melhorar para os próximos ciclos”, concluiu.

