Construção civil: custo no Amazonas cresce 2,63% no primeiro semestre

Foto: Reprodução

O custo da construção civil no Amazonas fechou o primeiro semestre de 2026 com um ritmo de crescimento mais brando do que o restante do país. Entre janeiro e junho, o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) acumulou uma variação de 2,63% no estado. O número, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coloca o Amazonas abaixo da média da Região Norte (3,55%) e da média nacional, que disparou para 4,48% no mesmo período.

Apesar do acumulado mais contido, o setor no estado deu sinais de aceleração no meio do ano. Em junho, o índice no Amazonas subiu 0,65%, fazendo com que a variação acumulada nos últimos 12 meses atingisse 5,66%. Com esse reajuste, o custo médio para se construir um metro quadrado no estado passou a ser de R$ 1.942,10.

Brasil registra maior alta desde 2022 influenciado por materiais e salários

Cenário bem diferente foi observado na média do país. O índice nacional acelerou forte em junho, atingindo 1,19% — uma alta expressiva de 0,83 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,36%). Excluindo o mês de janeiro deste ano, que foi impactado pela reoneração da folha de pagamento do setor, o resultado de junho representa o maior avanço mensal registrado desde agosto de 2022.

Nos últimos 12 meses, o custo da construção no Brasil acumula uma alta de 7,26%. Com isso, o valor médio do metro quadrado nacional subiu para R$ 1.976,37 em junho. Desse total, R$ 1.114,74 são destinados aos custos com materiais e R$ 861,63 correspondem à mão de obra.

Tanto os insumos quanto os salários pressionaram o indicador nacional no último mês:

  • Materiais: Subiram 0,92% em junho, registrando a maior taxa do ano. O avanço superou tanto o mês de maio (0,53%) quanto o mesmo período do ano passado (0,41%).
  • Mão de obra: Teve a maior alta de 2026, saltando 1,55% em junho, impulsionada por diversos acordos coletivos firmados no período. No acumulado de 12 meses, a força de trabalho já registra uma alta expressiva de 9,59%, contra 5,54% dos materiais.

Nordeste lidera altas regionais; Pernambuco tem maior salto

Entre as regiões do país, o Nordeste registrou a maior variação mensal em junho, com alta de 1,45%, puxado por reajustes salariais expressivos. O Norte teve o crescimento mais discreto do mês (0,58%), enquanto o Sudeste subiu 1,33%, seguido por Centro-Oeste (0,91%) e Sul (0,86%).

No recorte por estados, Pernambuco liderou a carestia no mês, com um salto de 2,98% nos custos, motivado por acordos coletivos e pela alta no preço dos materiais. Completam a lista das maiores altas mensais os estados de Rondônia (2,63%), Ceará (2,52%) e São Paulo (2,34%).

Sobre o Sinapi

Criado em 1969, o Sinapi é uma produção conjunta do IBGE e da Caixa Econômica Federal. O indicador serve de base para o setor público e privado na elaboração e avaliação de orçamentos, além do acompanhamento da evolução dos custos de projetos habitacionais e de infraestrutura no país. Os dados referentes ao mês de julho têm divulgação prevista para o dia 11 de agosto.

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