
A estiagem de 2026 no Rio Negro pode estar entre as maiores já registradas na Amazônia. Estimativas do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) indicam que a vazante deste ano tem potencial para se consolidar como a terceira mais severa da história, ficando atrás apenas dos recordes históricos observados em 2023 e 2024.
Com o cenário de normalidade descartado, as projeções trabalham exclusivamente com situações de estiagem extrema, tomando como base os eventos críticos de 2015, 2023 e 2024.
Projeções para a Orla de Manaus
- Nível esperado: Entre 13 m e 16 m até o final do período de vazante.
- Melhor cenário: Coloca a cota de Manaus entre as dez maiores secas registradas.
- Pior cenário: Posiciona a estiagem de 2026 como a terceira maior da série histórica de 122 anos.
- Histórico recente: Em 4 de outubro de 2024, o Rio Negro atingiu a mínima de 12,66 metros, o menor nível já mensurado.
Ritmo de queda e dias decisivos O ritmo de descida em agosto superou a média histórica e apresentou comportamento semelhante ao de 2023. A primeira metade de setembro é considerada crucial pelos especialistas para definir a gravidade real do evento, período em que o rio chegou a recuar entre 3 e 3,5 metros nos anos de secas extremas recentes.
Panorama no Interior do Estado
- São Gabriel da Cachoeira: Registra níveis elevados para a época, mas enfrentou forte redução em julho. Chuvas recentes apenas desaceleraram temporariamente a retração da água.
- Barcelos: A situação no Médio Rio Negro é crítica. A cota do rio caiu rapidamente, cruzou a média histórica e ultrapassou os limites de normalidade, acompanhando a tendência de 2023 e confirmando o impacto disseminado na bacia.


