
Moradores de diversas zonas de Manaus acordaram com o horizonte esbranquiçado e forte cheiro de queimada na manhã desta terça-feira (8). O corredor de fumaça reduziu a visibilidade em pontes e avenidas de grande circulação da capital amazonense, levando os índices de monitoramento ambiental a registrar qualidade do ar na faixa “moderada”.
Os dados consolidados pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), mantido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontaram concentrações elevadas de material particulado fino ($PM_{2,5}$) em bairros das zonas Sul, Centro-Sul, Leste e Norte nas primeiras horas do dia.
Principais fatores e impactos na cidade
- Queimadas na Região Metropolitana: A névoa densa decorre principalmente de focos de calor ativos no interior do estado e em municípios do entorno, associados à estiagem sazonal e a ventos que empurram as plumas de fumaça em direção à bacia de Manaus.
- Queda na visibilidade: Motoristas que transitaram pela Ponte Jornalista Phelippe Daou (Ponte Rio Negro) e pela orla da Ponta Negra relataram redução no campo de visão e ardência nos olhos no início da manhã.
- Oscilação nos índices: Embora alguns pontos de coleta tenham chegado perto de níveis considerados “ruins” durante o pico do amanhecer, a média geral da cidade manteve-se no patamar “moderado” com a dissipação gradual provocada pela elevação da temperatura.
Orientações de saúde
A condição moderada da qualidade do ar já acende o alerta para grupos vulneráveis, incluindo crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas, como asma e bronquite.
Profissionais de saúde recomendam reforçar a hidratação constante, evitar a prática de exercícios físicos intensos ao ar livre nas primeiras horas da manhã, manter portas e janelas fechadas durante picos de fumaça e, para quem apresenta sensibilidade respiratória acentuada, utilizar máscaras de proteção facial ao transitar por áreas abertas.

