Amazonas registra maior queda de PIB da Região Norte no 2º trimestre de 2026, aponta pesquisa

Foto: Reprodução

O Amazonas apresentou o pior desempenho econômico da Região Norte no segundo trimestre de 2026. Segundo levantamento recente sobre a atividade econômica regional, o Produto Interno Bruto (PIB) do estado recuou e liderou as perdas entre os sete estados nortistas no período, refletindo principalmente a desaceleração no Polo Industrial de Manaus (PIM) e os gargalos logísticos que impactam a cadeia produtiva local.

Enquanto estados vizinhos sustentaram índices de crescimento apoiados pela expansão agropecuária e pela atividade extrativa mineral, o Amazonas enfrentou dificuldades concentradas nos setores de transformação e comércio.

Fatores determinantes para o recuo

  • Desaceleração do Polo Industrial de Manaus: Queda na demanda nacional por bens de consumo duráveis — especialmente nas linhas de eletroeletrônicos e duas rodas —, resultando em ajustes nas linhas de produção e férias coletivas pontuais.
  • Custos logísticos e frete: Pressões sobre o escoamento de insumos e produtos acabados encareceram a operação logística no estado, afetando as margens da indústria local.
  • Comércio e serviços em baixa: O endividamento das famílias e o aperto no crédito reduziram as vendas no varejo da capital, limitando a compensação que o setor de serviços costuma oferecer.

Cenário regional comparativo

EstadoDesempenho no 2º Tri/2026Principal Vetor
AmazonasMaior retração regionalQueda industrial e despesas logísticas
ParáEstabilidade com viés positivoMineração e exportações
Tocantins / RondôniaCrescimento moderadoAgronegócio e cadeia da carne
Acre / Amapá / RoraimaLeve recuo a estabilidadeServiços e administração pública

Perspectivas para o segundo semestre

Economistas apontam que a recuperação no segundo semestre de 2026 dependerá diretamente das encomendas de fim de ano para o PIM (Black Friday e Natal) e da navegabilidade dos rios amazônicos, fator crucial para o abastecimento contínuo de componentes e a entrega de produtos para o restante do país.

Entidades industriais e governamentais do estado já articulam medidas para mitigar entraves fiscais e aprimorar a infraestrutura portuária, visando conter novas retrações nos trimestres subsequentes.

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