Mais de 750 kg de maconha do tipo skunk são encontrados escondidos em comunidade rural do AM

Foto: Reprodução

Uma operação policial resultou na apreensão de mais de 750 quilos de maconha do tipo skunk escondidos em uma área de mata fechada em uma comunidade rural no interior do Amazonas. A carga ilícita, avaliada em milhões de reais, estava camuflada sob folhagens e lonas plásticas para despistar o patrulhamento aéreo e terrestre.

A investida ocorreu após denúncias anônimas e trabalho de inteligência apontarem o local como ponto estratégico de armazenamento temporário do narcotráfico, utilizado para estocar grandes remessas antes da distribuição fluvial para Manaus e outros estados do país.

Detalhes da apreensão

  • Volume: Dezenas de fardos prensados e embalados a vácuo, totalizando mais de 750 kg da droga.
  • Localização: Região ribeirinha de mata densa, com rotas de fuga estratégicas para embarcações rápidas.
  • Prejuízo ao crime organizado: Estimado em mais de R$ 11 milhões, considerando o alto valor de mercado do skunk em comparação à maconha convencional.
  • Prisões: Ninguém foi localizado no momento da abordagem; os vigias e responsáveis pela guarda do material fugiram pela selva ao notar a aproximação dos agentes.

Logística do narcotráfico

As investigações apontam que o entorpecente entrou no Brasil pelas calhas dos rios transfronteiriços. O esquema utilizava a comunidade rural como base logística neutra:

  1. Aporte em embarcações discretas: O material chegava em pequenas quantidades ou lanchas de alta velocidade durante a noite.
  2. Ocultação em terra firme: O entorpecente era enterrado ou escondido em acampamentos improvisados sob a densa cobertura vegetal.
  3. Distribuição fracionada: O carregamento aguardava brechas na fiscalização ribeirinha para ser transportado rumo aos grandes centros urbanos.

Todo o material apreendido foi transportado de barco e sob forte escolta armada até a delegacia do município polo mais próximo, onde passou por pesagem oficial e perícia preliminar.

A Polícia Civil do Amazonas instaurou um inquérito para identificar os proprietários da carga e os operadores locais da rota logística. As operações de varredura na região seguem intensificadas para localizar esconderijos secundários e cumprir mandados contra suspeitos de integrar o grupo criminoso.

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