Batata-doce modificada é cultivada em um campo experimental na zona Rural de Boa Vista.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) testa 15 variedades de batatas-doces clonadas da comum em Boa Vista. O tubérculo é cultivado em um campo experimental na zona Rural da capital. O assunto foi destaque no Amazônia Agro deste domingo (15).
As batatas-doces clonadas foram biofortificadas para terem maior valor nutricional. Na prática, são variedades desenvolvidas com melhor genética, resultando em alimentos mais ricos em vitaminas e minerais.
Entenda: Biofortificação é a técnica de melhorar plantas por meio de cruzamentos naturais e seleção das mais nutritivas. No caso da batata‑doce, pesquisadores cruzam diferentes variedades e escolhem as “filhas” que apresentam maior concentração de nutrientes importantes.
O trabalho integra um programa nacional de melhoramento da batata-doce. A iniciativa busca oferecer aos produtores variedades mais produtivas, adaptadas ao clima local e com maior valor nutricional, como os materiais biofortificados de polpa alaranjada, que têm altos níveis de betacaroteno (que dá cor aos frutos amarelos e vermelhos), responsável pela produção de vitamina A no organismo.
Uma das pesquisadoras a frente do experimento, Cássia Pedroza, da Embrapa, explicou que das 15 batatas clonadas, três foram validadas e podem ser comercializadas. Ela disse ainda que a batata-doce é considerada uma cultura que se adapta a diferentes condições de clima e solo.
O plantio não é exigente e pode ser realizado até mesmo em áreas com pouca fertilidade e baixa incidência de chuvas, embora apresente maior produtividade quando recebe irrigação adequada e adubação equilibrada.
O processo de cruzamento e clonagem é realizado na Embrapa Hortaliças, no Distrito Federal. Depois, os materiais são distribuídos para outras regiões do país para avaliação em campo.
Por Paulo Henrique Rangel, Amazônia Agro — Boa Vista
Fonte: G1 AM


