Entre as requisições, os advogados pediam a análise clínica de Ronnie Lessa

Durante o julgamento dos acusados no caso dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, nesta quarta-feira (25), ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)Alexandre de Moraesrelacionou a morte da vereadora, em 2018, à infiltração criminosa nos parlamentos
“A questão das mortes na democracia vem sendo muito estudada. Em recente estudo, de janeiro de 2026, é citado o número de crimes políticos com a infiltração do crime organizado nos Parlamentos”, afirmou. “Um desses casos é o caso de Marielle Franco. As democracias enfrentam desafios crescentes, ascensão da direita e infiltração do crime organizado”, completou.
De acordo com Moraes, durante seu voto, as ações de Marielle, na época, estavam “peitando” os interesses de milicianos.
“Na cabeça misógina, preconceituosa de mandantes e executores, quem iria ligar para isso? (assassinato de Marielle) É uma cabeça de 100 anos, 50 anos atrás: ‘Vamos eliminá-la. Isso não terá grande repercussão”, defendeu o ministro.
Milícias
Em sua fala, Moraes frisou a relação dos assassinatos com a questão das milícias no estado do Rio de Janeiro.
“A instrução processual, ao meu ver, comprovou a real interação da família Brazão com os chamados grupos milicianos notadamente das regiões de Jacuarepaguá, Largo do Tanque, Gardênia Azul, Oswaldo Cruz e arredores. Domingos Brazão, originário de Jacarepaguá inclusive fez dessa região, e depois seu irmão também, seu principal reduto eleitoral”, disse Moraes.
O ministro usou, também, em sua argumentação, uma imagem de Domingos Brazão acompanhado do miliciano fininho, na região de Rio das Pedras, durante campanha eleitoral.
Pedidos das defesas foram negados
Antes de iniciar seu voto, Moraes começou sua fala negando os pedidos preliminares das defesas dos acusados. Esses pedidos, em julgamentos, são feitos como uma tentativa de contestar o prosseguimento da ação antes mesmo de ser discutida.
Fonte: R7.COM


