“Max” havia sido condenado a 64 anos de prisão por uma chacina em 2015, onde quatro pessoas morreram em disputa de terras.

O policial militar aposentado Francisco Marques dos Reis, de 51 anos, morto a tiros em um sítio no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, havia sido condenado por participação em uma chacina no bairro Santa Etelvina, na Zona Norte da capital. Na época, quatro pessoas foram mortas após uma disputa de terras entre bairros.
Francisco, conhecido como “Max”, foi executado, na sexta-feira (27), por homens encapuzados e armados com fuzis. Outro homem, que ainda não teve a identidade divulgada, também foi morto na ação. O caso é investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
De acordo com o Tribunal de Justiça do Amazonas, o ex-policial foi condenado a 64 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, pela participação em uma chacina ocorrida em 2015, no bairro Santa Etelvina. Inicialmente, ele havia sido absolvido em julgamento realizado em 2018. No entanto, o Ministério Público recorreu da decisão, e o tribunal anulou a absolvição, determinando a realização de um novo júri.
No novo julgamento, os jurados condenaram Francisco Marques pelo homicídio qualificado das quatro vítimas. Segundo a denúncia, ele foi contratado para matar uma das vítimas e teria recebido R$ 10 mil pelo crime. As demais mortes ocorreram porque as vítimas estavam no local e manuseavam armas de fogo, conforme o processo.
A sentença determinou o cumprimento imediato da pena. Ainda cabia recurso da decisão.
Morte no sítio
Francisco foi morto dentro de um sítio no Tarumã. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ele é surpreendido por quatro homens armados, agredido e levado para outro cômodo, onde foi executado a tiros.Segundo a polícia, outro homem que estava no sítio também foi morto durante a ação criminosa. O corpo dele foi encontrado dentro de um carro estacionado no imóvel.
De acordo com informações obtidas pela Rede Amazônica, a polícia trabalha com duas hipóteses para a motivação da morte: uma delas apura se o crime foi cometido por outros policiais militares em um provável acerto de contas. A outra linha investiga se familiares de Max estariam envolvidos no crime.
Por g1 AM — Manaus
Fonte: G1 AM


