
O futuro de Max Verstappen na Red Bull segue cercado de incertezas. Apesar de ter contrato até 2028, o tetracampeão mundial ainda não confirmou internamente sua permanência na equipe após a temporada de 2026, segundo informações do jornal holandês De Telegraaf.
A especulação ganhou força em meio ao momento delicado vivido pela escuderia. No GP da Espanha, Verstappen terminou apenas na quarta posição e admitiu que a Red Bull atualmente não está entre as equipes mais competitivas do grid. O piloto afirmou que o cenário dificilmente mudará sem a chegada de atualizações significativas no carro.
Enquanto Ferrari, Mercedes e McLaren avançaram no desenvolvimento de seus modelos para 2026, a Red Bull perdeu terreno na disputa técnica. Para o campeão mundial de 1997, Jacques Villeneuve, o desempenho abaixo do esperado é resultado das limitações do carro.
Outro ex-campeão da Fórmula 1, Nico Rosberg, acredita que a equipe ainda sente os efeitos da saída do projetista Adrian Newey. Segundo ele, a Red Bull perdeu parte da capacidade de desenvolvimento e passou a enfrentar dificuldades para manter o ritmo de evolução dos últimos anos.
Rosberg destacou que Newey exercia influência decisiva em diversos aspectos técnicos e estratégicos da equipe. Desde sua saída, a escuderia tem enfrentado desafios para recuperar a consistência que marcou o período mais dominante de sua história recente.
Nos bastidores, Verstappen e seu empresário, Raymond Vermeulen, estiveram recentemente na sede da Red Bull, na Áustria. De acordo com o jornalista Erik van Haren, do De Telegraaf, a diretoria esperava uma sinalização clara sobre a continuidade do piloto na equipe, mas não recebeu qualquer garantia.
A indefinição alimenta rumores sobre possíveis alternativas para Verstappen a partir de 2027, especialmente diante do crescimento das equipes rivais e das mudanças técnicas previstas para os próximos anos na Fórmula 1.

