
A severa estiagem que atinge o estado do Amazonas voltou a provocar níveis críticos no volume dos rios da bacia amazônica. Impulsionada por fenômenos climáticos e temperaturas acima da média, a vazante histórica tem comprometido a trafegabilidade de embarcações, isolado comunidades ribeirinhas e gerado dificuldades de acesso a alimentos, água potável e suprimentos de saúde.
s estimativas oficiais do Governo do Estado do Amazonas e da Defesa Civil apontam que até 648 mil pessoas (aproximadamente 162 mil famílias) podem ser diretamente impactadas pelos efeitos da seca nos 62 municípios amazonenses
A crise hídrica atinge dezenas de cidades, levando o Governo do Amazonas e prefeituras locais a decretarem situação de emergência. O decreto de situação de emergência engloba todos os 62 municípios do estado, refletindo a extensão da estiagem pelas calhas dos rios Solimões, Negro, Purus, Madeira, Juruá e Amazonas
Municípios afetados e a dimensão da estiagem
A escassez de chuvas e a queda no nível das águas mobilizaram decretos de emergência que abrangem grande parte do território amazonense, prevendo impactos diretos para mais de 600 mil pessoas:
- Cidades em situação emergencial: Dezenas de municípios já decretaram emergência, incluindo Tefé, Coari, Manacapuru, Tabatinga, Lábrea, Parintins e a própria capital, Manaus, que enfrenta impactos combinados de navegação e poluição atmosférica pela fumaça.
- Isolamento de comunidades: Com a acentuada redução das lâminas de água nas calhas dos rios Solimões, Negro, Purus e Madeira, embarcações de grande porte encalham ou não conseguem aportar, interrompendo a principal via de transporte de mercadorias e pessoas no interior.
Medidas de resposta do governo e das prefeituras
Para conter o avanço do desabastecimento e assegurar a assistência básica às famílias atingidas, esferas governamentais implementaram uma série de respostas imediatas:
- Envio de purificadores e água potável: Através do programa Água Boa e de ações da Defesa Civil, dezenas de kits de purificação de água e caixas d’água comunitárias estão sendo distribuídos a comunidades isoladas.
- Ajuda humanitária e cestas básicas: Operações de logística integrada montadas por forças de segurança e Defesa Civil utilizam embarcações de pequeno porte e modal aéreo para entregar gêneros alimentícios essenciais onde os barcos de grande porte não chegam.
- Reforço na rede de saúde: Prefeituras e o governo estadual acionaram esquemas de dispensa de licitação emergencial para garantir o abastecimento contínuo de medicamentos, insumos hospitalares e cilindros de oxigênio em unidades de saúde do interior.
- Dragagem e intervenções logísticas: Projetos e obras de dragagem nos trechos mais críticos dos rios estão sendo executados para tentar assegurar canais mínimos de navegação e garantir o escoamento de insumos e produtos das indústrias e do comércio local.


