Os homens, de 21 e 31 anos, foram presos em 2024, após uma investigação apontar que a dupla compartilhava informações sobre praticar as relações sexuais com o objetivo de transmitir o vírus.

Dois réus da Operação Carimbadores foram condenados à prisão por crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes em Manaus. As penas foram proferidas nesta terça-feira (3) e, somadas, ultrapassam 20 anos em regime fechado. A decisão ainda cabe recurso.
Os homens, de 21 e 31 anos, foram presos entre maio e junho de 2024, após uma investigação apontar que a dupla compartilhava informações sobre praticar as relações sexuais de forma desprotegida com o objetivo de transmitir o vírus HIV a jovens. Eles seautodenominavam “carimbadores”.
A sentença foi assinada pelo juiz Rosberg de Souza Crozara. Um dos réus foi condenado a 12 anos, três meses e dez dias de prisão. O outro recebeu pena de nove anos, cinco meses e dez dias.
Durante a instrução do processo, foram analisados celulares dos réus. Laudos do Instituto de Criminalística confirmaram a presença de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes nos aparelhos.
Os dois homens foram condenados com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), pelos crimes de divulgação e de posse de material pornográfico infantil. Eles também foram condenados por associação criminosa, prevista no artigo 288 do Código Penal.
Prisão dos suspeitos
Os dois já haviam sido presos suspeitos de cometerem os crimes em maio. Eles foram soltos no fim de semana, após a Polícia Civil do Amazonas esquecer o prazo do fim da prisão da dupla. Um novo pedido de detenção preventiva foi apresentado e os investigados foram novamente presos.
Na época, segundo a então titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Joyce Coelho, as investigações tiveram início em 2022 após uma denúncia anônima saída de uma assistência técnica de celulares. O denunciante informou a equipe que em um aparelho celular havia uma conversa entre dois homens que admitiam a prática de estupros e abusos.
Por g1 AM
Fonte: G1 AM


