Ministério Público pediu a inclusão das agremiações como rés no processo por entender que elas são corresponsáveis pela política de preços e beneficiárias diretas da arrecadação
Foto: Aguilar Abecassis

A Justiça do Amazonas determinou a inclusão dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido na Ação Civil Pública que questiona o reajuste dos preços dos ingressos do Festival Folclórico de Parintins 2026. A ação foi proposta pelo Ministério Público (MPAM) contra a empresa Amazon Best, responsável pela venda dos ingressos, sob a alegação de prática abusiva nos valores cobrados ao público.
Os ingressos para o Festival Folclórico de Parintins de 2026 se esgotaram menos de quatro horas após serem liberados para venda no dia 6 de dezembro. A liberação ocorreu em meio ao impasse judicial, após MPAM tentar reverter a decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) que autorizou a retomada das vendas
O g1 entrou em contato com os bois Caprichoso e Garantido para questionar a inclusão na ação e quais medidas devem ser adotadas pelas agremiações, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
A decisão de incluir os bois na ação foi assinada pela juíza Simone Laurent Arruda da Silva, da 17ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho de Manaus, na terça-feira (27).
No decorrer do processo, a Amazon Best apresentou à Justiça um termo conjunto de definição e aprovação da política de preços da bilheteria, firmado em comum acordo com as associações do Boi Caprichoso e do Boi Garantido.
Ao analisar o pedido, a magistrada reconheceu que a decisão judicial precisa atingir todos os envolvidos na relação jurídica para ter validade.
Por Patrick Marques, g1 AM
Fonte: G1 AM


