
A McLaren apresentou uma pintura comemorativa para marcar sua 1000ª participação na Fórmula 1, durante o GP de Mônaco deste fim de semana. A celebração, porém, reacendeu um debate sobre a contagem oficial de corridas da equipe britânica.
Segundo a McLaren, a etapa nas ruas de Monte Carlo representa seu milésimo Grande Prêmio na categoria. No entanto, alguns levantamentos estatísticos indicam que a equipe soma atualmente 998 largadas, o que faria de Mônaco a corrida de número 999, deixando o marco histórico para o GP da Espanha.
A divergência está ligada ao GP dos Estados Unidos de 2005, em Indianápolis. Na ocasião, os pilotos Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya participaram da volta de formação, mas recolheram seus carros antes da largada oficial devido à crise envolvendo os pneus Michelin. Mesmo sem disputar a corrida, a McLaren considera a participação válida em seus registros.
Por outro lado, a equipe não contabiliza o GP da China de 2026. Na prova, Lando Norris e Oscar Piastri sequer conseguiram iniciar a volta de formação por problemas técnicos, o que levou a escuderia a excluir a etapa da contagem oficial.
Fundada por Bruce McLaren, a equipe estreou na Fórmula 1 justamente em Mônaco, em 1966. Desde então, deixou de largar em apenas quatro corridas ao longo de seis décadas de história.
Para celebrar a marca, a McLaren manterá as tradicionais cores papaia, mas com detalhes especiais e a mensagem “McLaren Never Quits” (“A McLaren nunca desiste”). Além disso, promoverá uma exposição reunindo o atual carro da equipe e o M2B, primeiro modelo utilizado pela escuderia na Fórmula 1.
O CEO da equipe, Zak Brown, destacou a importância do momento e classificou a marca como uma oportunidade para celebrar o legado da McLaren e projetar os próximos capítulos de sua trajetória na principal categoria do automobilismo mundial.

