Mpox segue ativa no mundo: entenda como ocorre o contágio e como se prevenir

Mesmo com queda de casos no Brasil, atenção à prevenção continua essencial

Foto: Reprodução


mpox deixou de ser uma emergência global, mas ainda está longe de desaparecer. Em 2026, o Brasil registra menos casos do que no ano anterior, porém o vírus continua circulando em diferentes regiões do planeta. Esse cenário reforça uma mensagem importante: redução de números não significa ausência de risco.

De acordo com o Ministério da Saúde, até fevereiro deste ano foram contabilizados 90 casos de mpox no país, entre confirmações e notificações em investigação. O dado representa uma queda expressiva em comparação com o início de 2025, quando os registros eram quase três vezes maiores no mesmo intervalo. Ainda assim, autoridades mantêm o monitoramento ativo.

No panorama internacional, a Organização Mundial da Saúde aponta que a mpox permanece presente em dezenas de países. Em janeiro de 2026, mais de 1.300 novos diagnósticos foram confirmados globalmente, com maior concentração no continente africano, onde o vírus circula há mais tempo.

De que forma o vírus da mpox se espalha

A transmissão da mpox está fortemente associada ao contato próximo e prolongado entre pessoas. Diferentemente de doenças respiratórias clássicas, o vírus depende mais do contato direto do que da simples permanência em ambientes compartilhados.

As formas mais comuns de infecção incluem:

  •  Contato direto com a pele ou lesões de pessoas infectadas
  •  Relações íntimas, inclusive contato sexual
  • Beijos ou contato boca com pele
  •  Proximidade face a face, com exposição a secreções respiratórias
  •  Uso de objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis
  •  Exposição ocupacional, em ambientes de saúde ou estética
  •  Transmissão vertical, da gestante para o bebê
  •  Contato com animais infectados, especialmente roedores

Pessoas com múltiplos parceiros ou exposição frequente a contatos íntimos têm maior probabilidade de infecção.Sinais e sintomas que ajudam a identificar a doença

Após a exposição ao vírus, os sintomas costumam surgir entre alguns dias e até três semanas. O quadro pode variar de leve a moderado, mas exige atenção para evitar novas transmissões.

Os sinais mais frequentes são:

  •  Lesões na pele, que evoluem até formar crostas
  • Febre e calafrios
  • Dor de cabeça e dores musculares
  •  Ínguas, especialmente no pescoço e axilas
  • Cansaço intenso

As lesões podem aparecer em qualquer região do corpo, inclusive genitais, boca e área anal. A pessoa deixa de transmitir o vírus apenas após a cicatrização completa da pele.

Como reduzir o risco de contaminação

A prevenção da mpox depende de medidas simples, mas eficazes, focadas na interrupção do contato com o vírus. Entre as principais orientações estão:

  • Evitar contato físico com pessoas com suspeita ou diagnóstico confirmado
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal
  • Higienizar as mãos com frequência
  • Lavar roupas e tecidos usados por pessoas infectadas
  • Desinfetar superfícies e objetos
  • Cumprir isolamento até o fim do período infeccioso

Em ambientes de saúde, o uso de equipamentos de proteção individual é indispensável.

Vacinação e proteção de grupos mais vulneráveis

No Brasil, a vacinação contra mpox é direcionada a pessoas com maior risco de infecção ou de evolução grave, incluindo indivíduos imunossuprimidos, profissionais que lidam com o vírus e pessoas com exposição recente considerada relevante.

Como o período de incubação é relativamente longo, a vacina pode ser administrada após a exposição, ajudando a reduzir o risco de adoecimento ou a gravidade do quadro.

Vigilância contínua é fundamental

A queda de casos é um sinal positivo, mas não elimina a necessidade de atenção. Informação, diagnóstico precoce e prevenção continuam sendo as principais ferramentas para evitar novos surtos e proteger a população.

Fonte: R7.COM

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