
O número de feminicídios no Amazonas dobrou no primeiro trimestre de 2026, em comparação ao mesmo período de 2025. Na comparação entre o primeiro trimestre do ano passado e o mesmo período deste ano, os casos de feminicídio no estado teve crescimento de 3 para 8, aumento de crescimento de 166,6%.
Na tentativa de conter os crimes o governador Roberto Cidade lança, nesta terça-feira (2), a Operação Mulher Segura para fortalecer o enfrentamento à violência contra a mulher e ampliar as ações de prevenção, proteção e combate ao feminicídio em todo o estado.
A operação contará com a atuação integrada das Forças de Segurança, incluindo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e a Ronda Maria da Penha, além de ações educativas, palestras, campanhas de conscientização e mobilizações em municípios do interior.
A iniciativa também reforça o acompanhamento de medidas protetivas e amplia a rede de proteção às mulheres amazonenses.
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Dados nacionais
De acordo com os dados, uma mulher foi vítima de feminicídio no Brasil a cada 5 horas e 25 minutos no primeiro trimestre de 2026, em média. O país registrou 399 vítimas de feminicídio entre os meses de janeiro e março. Considerando o monitoramento realizado desde 2015, o ano de 2026 é o mais letal para as mulheres no recorte do primeiro trimestre.
O estado de São Paulo concentra o maior número absoluto de feminicídios no país nos primeiros três meses de 2026, totalizando 86 vítimas, seguido por Minas Gerais, com 42 ocorrências, Paraná (33), Bahia (25) e Rio Grande do Sul (24). Apenas dois estados não registraram feminicídios no período: Acre e Roraima.
No ano passado, o número de feminicídios bateu recorde no Brasil: foram 1.470 casos de janeiro a dezembro registrados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O total supera os 1.464 registros de 2024, a maior marca até então.


