Prefeito de Manaus defende ex-chefe de gabinete e contesta investigação sobre ‘núcleo político’ do CV no AM

Críticas foram feitas em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (23), em defesa a Anabela Cardoso Freitas, presa sexta-feira (19) na Operação Erga Omnes.

 Foto: Rede Amazônica

O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante-AM), criticou nesta segunda-feira (23) a Operação Erga Omnes, que prendeu sua ex-chefe de gabinete, Anabela Cardoso Freitas. Segundo a Polícia Civil, a ação investiga o “núcleo político” do Comando Vermelho (CV) no estado. A declaração ocorreu durante a coletiva em que Almeida anunciou a pré-candidatura ao Governo do Amazonas.

A Polícia Civil informou que o grupo contava com pessoas que ocupavam cargos ou tinham influência em órgãos públicos para facilitar a atuação da facção. Na sexta-feira (20), foram cumpridos 14 mandados de prisão, sendo oito no Amazonas.

Entre os presos estão Anabela, ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus, função que exerceu entre 2021 e 2023.Almeida disse que a operação tenta prejudicar sua imagem. “O que está em andamento é uma operação para me sujar. Não tem nada a ver com tráfico de drogas. Vou provar a minha inocência”, declarou. O prefeito não é alvo nem investigado na Operação Erga Omnes.

Sobre Anabela, o prefeito disse acreditar na inocência dela e que a investigada, que atualmente integra a Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus, continua sendo uma pessoa de confiança.

Segundo a investigação, Anabela teria movimentado cerca de R$ 1,5 milhão para a facção por meio de empresas de fachada. Questionado pela Rede Amazônica sobre o valor, David afirmou que a movimentação é compatível com a renda de Anabela nos últimos anos, considerando o salário como servidora pública e a pensão que recebe como viúva de um ex-deputado. “Tudo é mentira que nós vamos dissecar uma a uma”, afirmou.

Por g1 AM — Manaus

Fonte: G1 AM

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