
Uma ação ostensiva da Polícia Civil do Estado do Amazonas (PC-AM) nesta quinta-feira (6), cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão, resultando na prisão de 14 pessoas envolvidas em um esquema milionário de estelionato. O grupo criminoso atuava no Amazonas atraindo vítimas com falsas promessas de financiamento facilitado, venda de imóveis, veículos e liberação rápida de cartas de crédito de consórcios. Entre os alvos da operação está um advogado apontado pelas investigações como líder do grupo criminoso.
Como funcionava o esquema
As investigações apontam que a quadrilha mantinha escritórios de fachada na capital amazonense para dar aparência de legalidade às operações. O atendimento era estruturado com táticas agressivas de persuasão:
- Anúncios atrativos: Ofertas de carros e casas em redes sociais e plataformas de vendas com valores bem abaixo do mercado.
- Cobrança de entrada: As vítimas eram induzidas a assinar contratos complexos e pagar valores de “entrada” ou “taxas administrativas” com a promessa de entrega imediata do bem.
- Falsas promessas: Após o pagamento inicial, os suspeitos cortavam o contato ou alegavam recusa de crédito por parte de financeiras, recusando-se a devolver o dinheiro pago.
Orientação e alerta às vítimas
A Polícia Civil alerta a população sobre os cuidados necessários ao realizar transações de bens de alto valor para não cair em fraudes semelhantes:
- Desconfie de facilidades excessivas: Valores muito abaixo do mercado e promessas de contemplação rápida em consórcios são indícios claros de golpe.
- Cheque a reputação da empresa: Verifique a autorização da instituição financeira junto ao Banco Central antes de assinar qualquer contrato ou transferir valores.
- Não faça pagamentos antecipados: Evite transferências via Pix ou boletos para contas de terceiros sem a confirmação e vistoria presencial do bem ofertado.
Cidadãos que tenham sido lesados pelo grupo devem procurar a delegacia mais próxima ou a Delegacia Especializada em Crimes contra o Consumidor (Decon) para registrar o Boletim de Ocorrência (BO) e auxiliar na instrução dos processos criminais.
Caso você tenha sido vítima de um golpe de falsa venda ou consórcio fraudulento, é fundamental agir com rapidez para preservar provas, tentar reaver os valores transferidos e acionar as autoridades competentes.
Reportagem em andamento
Medidas de Urgência Imadiata
- Acione o Banco via MED (Mecanismo Especial de Devolução): Se o pagamento foi feito via Pix, entre em contato com o seu banco em até 80 dias para solicitar o bloqueio cautelar da conta do estelionatário e a devolução dos valores através do MED.
- Solicite o estorno do cartão de crédito: Caso tenha passado cartão de débito ou crédito no estabelecimento, entre em contato imediatamente com a administradora do cartão alegando fraude e solicite o chargeback.
- Preserve todas as provas:
- Guarde todos os comprovantes de transferência, extratos e boletos pagos.
- Faça capturas de tela (print) das conversas no WhatsApp ou redes sociais, mostrando o número de telefone e o nome do vendedor.
- Baixe e salve os anúncios das ofertas e os contratos assinados (mesmo que com cláusulas abusivas).
Registro e Medidas Policiais
- Registre um Boletim de Ocorrência (BO): Faça o B.O. presencialmente em uma delegacia ou pela Delegacia Virtual do seu estado. Classifique o fato como Estelionato (Art. 171 do Código Penal).
- Procure a Delegacia do Consumidor ou de Fraudes: Em capitais e grandes cidades, delegacias especializadas (como a DECON) têm setores específicos focado nesse tipo de esquema de escritórios de fachada.
- Anexe todas as provas ao B.O.: Apresente os contratos, comprovantes de pagamento e registros de conversa para embasar a apuração criminal.


