Rios da Amazônia são mapeados em 3D pela primeira vez por órgão público

Segundo o pesquisador, o aparelho também permitirá compreender o transporte de sedimentos pelas dunas fluviais, fenômeno ainda pouco conhecido

 Foto: Lucas Macedo/g1 AM

.
Pela primeira vez, o fundo dos rios da Amazônia foi mapeado em 3D por um órgão público. A tecnologia, utilizada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), permite identificar estruturas submersas, como pontes, oleodutos e cabos ópticos, e avaliar riscos para a navegação.

A operação ocorreu entre 28 de janeiro e 12 de fevereiro. Em 16 dias, técnicos percorreram 1.550 quilômetros na Região Metropolitana de Manaus, avançando pelo Rio Solimões. O trabalhou somou mais de 170 horas embarcadas e resultou no mapeamento de 91 km², com profundidades de até 120 metros.

O mapeamento foi realizado com um ecobatímetro multifeixe, aparelho usado em estudos oceânicos. Adquirido com recursos da Casa Civil. Agora, o equipamento será aplicado nos rios da Amazônia para apoiar a navegação e reduzir riscos de erosão e assoreamento.

🖥️ Segundo a SGB, o ecobatímetro multifeixe com backscatter funciona emitindo múltiplos feixes sonoros em direção ao fundo do rio que retornam com diferentes intensidades, dependendo do tipo de sedimento ou estrutura. O sistema processa os sinais e gera mapas detalhados da topografia subaquática.

Em entrevista ao g1, o gerente de hidrologia e gestão territorial da Superintendência Regional de Manaus, André Martinelli, explicou que o equipamento vai ajudar a entender a dinâmica fluvial e melhorar a navegação.

Martinelli destacou que o aparelho também vai ajudar a estudar o transporte de sedimentos pelas dunas fluviais, fenômeno pouco conhecido. Ele lembrou que os eventos climáticos extremos estão cada vez mais frequentes na Amazônia.

Por  Lucas Macedo, g1 AM — Manaus

Fonte: G1 AM

Facebook
X
WhatsApp
Telegram
Email

Notícias Relacionadas