Trump envia emissários à Rússia e à Ucrânia com plano para ‘acabar com a guerra’

Steve Witkoff e Jared Kushner viajam a Moscou e a Kiev para apresentar proposta de paz em meio à intensificação dos ataques de drones entre os dois países.

Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, despachou emissários a Moscou e a Kiev com uma nova proposta formal com o objetivo de negociar um cessar-fogo e pôr fim à guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A missão diplomática é chefiada pelo empresário Steve Witkoff e por Jared Kushner, genro do líder norte-americano.

A iniciativa marca a primeira visita da dupla a Kiev desde o retorno de Trump à Casa Branca. Ambos já haviam realizado rodadas prévias de interlocução em Moscou e atuado em negociações indiretas de cessar-fogo no Oriente Médio.

“Eles têm consigo uma proposta para acabar com a guerra. Nós os enviamos para ver se conseguimos chegar a um acordo, e pode haver uma boa chance de conseguirmos”, declarou Trump a jornalistas em Washington.

Reuniões de cúpula e contexto diplomático

A agenda dos diplomatas prevê encontros diretos com o presidente russo, Vladimir Putin, e com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. A movimentação ocorre dias após uma viagem discreta do diretor da CIA, John Ratcliffe, à capital russa e a ida do ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, a território americano para compromissos do G20.

Os principais pontos de tensão em torno das conversas envolvem:

  • Exigências territoriais e garantias de segurança: a definição de linhas de congelamento das frentes de batalha e o status de neutralidade exigido pelo Kremlin em relação à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
  • Cessar-fogo imediato: Kiev insiste na suspensão total dos bombardeios como condição para avançar nos termos políticos, enquanto Moscou busca manter garantias estratégicas prévias antes de paralisar as tropas.
  • Escalada de ataques: a nova tentativa diplomática acontece sob um cenário de recrudescimento militar, marcado pelo aumento recíproco de bombardeios com drones de longo alcance contra alvos de infraestrutura energética e centros urbanos.

Até o momento, o Kremlin e o governo ucraniano não detalharam os termos formais do texto levado pela comitiva de Washington, mas confirmaram a realização das reuniões de trabalho ao longo dos próximos dias.

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