Imunidade duradoura revela caminho promissor para vacinas contra o câncer

Uma vacina experimental aplicada há mais de 20 anos voltou ao centro da ciência. O motivo é surpreendente: todas as pacientes que participaram de um antigo ensaio clínico ainda estão vivas, apesar de terem câncer de mama metastático, uma condição geralmente associada a baixa sobrevida.
Ao reexaminar esses casos, pesquisadores descobriram que o sistema imunológico manteve uma memória ativa contra o câncer por décadas, levantando a possibilidade de que um elemento essencial das vacinas oncológicas tenha sido negligenciado até agora.
Como o sistema imune aprendeu a reconhecer o câncer
A nova análise mostrou que, mesmo após tantos anos, as pacientes preservaram células imunes capazes de reconhecer o tumor. Essas células apresentavam um marcador específico chamado CD27, associado à memória imunológica de longa duração. Esse achado sugere que a vacina não apenas estimulou uma resposta temporária, mas ensinou o sistema imunológico a lembrar do câncer ao longo da vida.
Fonte: R7.COM


