Atenção a estes 9 sinais: eles podem indicar falta de ferro no seu organismo

Foto: Reprodução

Cansaço inexplicável que não passa após uma boa noite de sono, queda de cabelo repentina ou falta de ar em tarefas corriqueiras podem não ser apenas reflexo do estresse da rotina. Esses incômodos frequentes são alertas comuns do corpo para a deficiência de ferro, o distúrbio nutricional mais comum no mundo, responsável pela chamada anemia ferropriva.

O ferro é essencial para a produção da hemoglobina, proteína dos glóbulos vermelhos encarregada de transportar oxigênio dos pulmões para todos os órgãos e tecidos. Quando os estoques do mineral baixam, o corpo passa a operar no limite.

9 sintomas comuns de falta de ferro

  • 1. Fadiga persistente e fraqueza: O sintoma mais clássico. Com menos oxigênio chegando aos tecidos, o corpo não consegue produzir a energia necessária, provocando sensação constante de esgotamento.
  • 2. Palidez na pele e mucosas: A falta de hemoglobina reduz a tonalidade avermelhada do sangue. A perda de cor costuma ser perceptível no rosto, na parte interna das pálpebras e na gengiva.
  • 3. Falta de ar em esforços simples: Subir escadas ou fazer caminhadas curtas gera fôlego curto porque o coração e os pulmões tentam compensar o baixo suprimento de oxigênio circulante.
  • 4. Queda de cabelo e unhas fracas: Em situações de carência, o organismo prioriza órgãos vitais e reduz o envio de nutrientes para anexos cutâneos, tornando o cabelo quebradiço e as unhas frágeis e côncavas (formato de colher).
  • 5. Tontura e dores de cabeça: O menor fluxo de oxigênio cerebral pode dilatar vasos sanguíneos e gerar pressão, desencadeando cefaleias frequentes e episódios de vertigem ao se levantar rápido.
  • 6. Palpitações cardíacas: O coração bate mais rápido ou de forma irregular para acelerar o bombeamento do sangue e tentar oxigenar os tecidos adequadamente.
  • 7. Mãos e pés gelados: Com o fluxo sanguíneo redistribuído para o centro do corpo e órgãos vitais, as extremidades recebem menos sangue aquecido, permanecendo frias mesmo em ambientes amenos.
  • 8. Língua inflamada ou dolorida (glossite): A carência do mineral pode provocar inchaço, perda da textura das papilas gustativas, ardência e fissuras nos cantos da boca (queilite angular).
  • 9. Vontade inusitada de comer itens sem valor nutritivo (picamalácia): Desejo compulsivo de mastigar substâncias incomuns, como gelo puro (pagofagia), terra, amido cru ou giz, frequentemente associado a deficiências graves do mineral.

Diagnóstico e cuidados

Identificar a deficiência de ferro exige exames de sangue simples, como hemograma completo e dosagem de ferritina (a proteína que mede a reserva real do mineral no fígado e tecidos).

A automedicação com suplementos de ferro não é recomendada, pois o excesso do mineral pode causar toxicidade hepática e desconforto gastrointestinal grave. Ao notar um conjunto desses sinais, o caminho indicado é buscar avaliação médica ou nutricional para investigar as causas da carência e estabelecer o tratamento adequado.

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