Adolescente indígena é vítima de estupro coletivo no Amazonas; Justiça decreta prisões de suspeitos

Crime ocorreu no interior do estado; mandados foram expedidos após representação policial e o caso corre sob segredo de justiça para proteger a vítima.

Foto: Reprodução

A Justiça do Amazonas decretou a prisão preventiva dos suspeitos de envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente indígena no interior do estado. A medida cautelar foi determinada após diligências da Polícia Civil, que identificou indícios de autoria e materialidade suficientes para a decretação das ordens judiciais.

De acordo com as investigações preliminares, a vítima foi abordada por um grupo de homens e submetida a agressões físicas e violência sexual. Familiares e lideranças comunitárias acionaram as autoridades assim que tomaram conhecimento do fato. A jovem foi encaminhada para atendimento médico e pericial, recebendo os primeiros cuidados pelo protocolo de profilaxia de infecções sexualmente transmissíveis e acompanhamento psicossocial.

Em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o processo tramita sob rigoroso segredo de justiça. Por essa razão, a comarca de origem, a etnia da adolescente e as identidades dos envolvidos não foram divulgadas oficialmente para preservar a integridade física e psicológica da vítima e de sua família.

As forças de segurança do estado atuam no cumprimento dos mandados de prisão nas regiões de mata e calhas dos rios onde os suspeitos costumam circular. Órgãos de assistência social e entidades ligadas à proteção dos direitos dos povos indígenas acompanham o andamento do caso, cobrando celeridade na responsabilização dos autores e suporte contínuo de saúde mental e segurança para a jovem.

Canais de denúncia e apoio

Casos de violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser denunciados anonimamente pelo Disque 100 (Direitos Humanos) ou pelo 190 (Polícia Militar) em situações de emergência. Na capital e em municípios do interior com delegacias especializadas, o registro também pode ser feito diretamente na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) ou no Conselho Tutelar local.

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