
A conta de energia elétrica dos brasileiros não terá custo adicional a partir de 1º de outubro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou o acionamento da bandeira tarifária verde, encerrando uma sequência de cinco meses consecutivos em que os consumidores pagaram sobretaxas devido a patamares amarelos e vermelhos.
A melhora das condições climáticas e a recuperação gradual no volume de chuvas sobre as principais bacias hidrográficas do país permitiram o alívio nas faturas. Com o aumento do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) pôde reduzir a dependência do acionamento de usinas termelétricas, que geram energia a um custo significativamente mais alto.
Como funciona o sistema de bandeiras
Criado para sinalizar aos consumidores o custo real da geração de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN), o mecanismo divide-se em quatro níveis tarifários:
| Bandeira | Condição de Geração | Custo Adicional por 100 kWh |
| Verde | Condições favoráveis de geração hidrelétrica | Sem acréscimo |
| Amarela | Condições menos favoráveis | R$ 1,885 |
| Vermelha – Patamar 1 | Custo de geração mais elevado | R$ 4,463 |
| Vermelha – Patamar 2 | Condições críticas; acionamento intenso de térmicas | R$ 7,877 |
Alívio no orçamento e impacto na inflação
A transição para a bandeira verde traz reflexo direto no bolso das famílias e alivia os índices de inflação, como o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), onde a energia elétrica residencial figura entre os itens de maior peso.
Apesar da perspectiva favorável para outubro, a Aneel reforça que o uso consciente da energia segue recomendado, uma vez que a transição para o período chuvoso na região Centro-Sul ainda exige acompanhamento da recomposição dos reservatórios até o fim do ano.


