Chuva encerra sequência de 17 dias de seca e melhora qualidade do ar em Manaus

Precipitação generalizada dispersou fumaça de queimadas e derrubou índices de poluição que colocavam a capital amazonense em nível de alerta.

Foto: Reprodução

Após 17 dias consecutivos sob o domínio de um calor implacável, estiagem severa e fumaça constante provocada por queimadas na região metropolitana e no interior do estado, Manaus finalmente voltou a registrar chuva volumosa. O temporal, que atingiu praticamente todas as zonas da cidade, mudou a paisagem da capital, aliviou as altas temperaturas e provocou uma queda abrupta nos níveis de poluentes na atmosfera.

Nas últimas duas semanas, a capital amazonense enfrentou medições críticas nas plataformas de monitoramento ambiental, como o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva) e a rede da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Em diversos pontos da cidade, a concentração de material particulado fino (PM2,5) vinha ultrapassando com frequência a faixa considerada “muito prejudicial à saúde”, forçando parte da população a retomar o uso de máscaras e elevando o fluxo de atendimentos por problemas respiratórios nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

A precipitação atuou como um “filtro natural”: a água em suspensão lavou o ar e acelerou a dispersão da camada de fumaça que cobria a bacia urbana. Em poucas horas, as estações de monitoramento registraram o retorno dos índices para as faixas “boa” e “moderada” em bairros como Centro, Ponta Negra, Adrianópolis e Cidade Nova.

Apesar do alívio imediato, meteorologistas e órgãos ambientais recomendam cautela. A chuva pontual traz fôlego e umidade, mas não reverte de imediato o quadro crítico de seca dos rios Negro e Amazonas, nem encerra o período sazonal de queimadas, que ainda demanda fiscalização rigorosa e atenção redobrada à saúde de crianças e idosos.

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