Covid-19: pelo menos cinco estados registram aumento de casos graves, alerta Fiocruz

Subtítulo: Boletim InfoGripe aponta avanço de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associadas ao coronavírus em unidades da federação do Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Foto: Reprodução

O número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associadas à Covid-19 voltou a apresentar sinal de crescimento em pelo menos cinco estados brasileiros, de acordo com o boletim mais recente do InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O levantamento aponta tendência de elevação dos quadros graves provocados pelo Sars-CoV-2 no Distrito Federal, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Apesar do sinal de alerta nessas regiões, os pesquisadores ressaltam que, no panorama geral, a incidência da doença no país ainda se encontra em patamares baixos quando comparada a picos de anos anteriores.

Panorama nacional e impacto por faixa etária

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas analisadas pelo sistema de vigilância, o coronavírus respondeu por cerca de 8,5% dos casos de SRAG com identificação viral positiva. No entanto, entre os óbitos confirmados para vírus respiratórios no mesmo intervalo, o Sars-CoV-2 representou 24,1% das mortes, destacando sua letalidade proporcional frente a outros patógenos respiratórios em circulação.

O comportamento das síndromes respiratórias tem mostrado duas dinâmicas opostas:

  • Incidência de internações: permanece concentrada de forma expressiva entre crianças pequenas, com até 2 anos de idade, cenário frequentemente impulsionado também pela co-circulação de outros vírus, como rinovírus e metapneumovírus.
  • Mortalidade: o impacto mais severo e os desfechos fatais continuam recaindo sobre a população idosa, com 65 anos ou mais, além de pessoas imunocomprometidas.

Alerta para vacinação e grupos prioritários

Especialistas e pesquisadores do Programa de Computação Científica da Fiocruz reiteram que a atualização do esquema vacinal segue como a principal barreira contra hospitalizações e mortes.

A recomendação central é para que pessoas pertencentes aos grupos prioritários — especialmente idosos, gestantes e indivíduos com comorbidades ou imunossupressão — verifiquem se estão com a dose de reforço em dia, garantindo proteção contra complicações diante da circulação de novas subvariantes.

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