Ação de fiscalização flagrou nuvem de fumaça tóxica densa provocada pelo descarte e queima irregular de materiais de borracha.

Um proprietário de terreno foi autuado e multado em R$ 100 mil por órgãos de fiscalização ambiental no interior do Amazonas, após ser flagrado realizando a queima criminosa de cerca de 50 pneus a céu aberto. O incidente gerou uma densa coluna de fumaça preta visível a quilômetros de distância e mobilizou equipes de monitoramento após denúncias de moradores locais.
A queima indiscriminada de materiais derivados de petróleo, como pneus, é classificada como crime ambiental grave. Além de provocar poluição atmosférica severa, a combustão incompleta da borracha libera compostos altamente tóxicos no ar — incluindo monóxido de carbono, óxidos de enxofre e dioxinas —, representando riscos imediatos à saúde pública e ao ecossistema local.
Flagrante e autuação
A fiscalização chegou ao local após alertas de emissão incomum de poluentes na região. No perímetro, os agentes constataram o foco de fogo ativo consumindo os pneus amontoados diretamente sobre o solo nativo, além de indícios de descarte irregular prolongado no terreno.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar as chamas e realizar o rescaldo, impedindo que o fogo se alastrasse para a vegetação adjacente. Diante da extensão do dano e da infração flagrante à legislação ambiental vigente, as autoridades aplicaram auto de infração com multa fixada em R$ 100 mil, acompanhada de embargo imediato da área para atividades de queima ou depósito.
Riscos à saúde e ao meio ambiente
Especialistas e órgãos ambientais reforçam que a queima de pneus gera impactos múltiplos:
- Poluição do ar: Emissão maciça de fuligem e material particulado fino que agrava crises respiratórias em crianças e idosos de comunidades vizinhas.
- Contaminação do solo e lençol freático: O resíduo líquido oleoso resultante do derretimento da borracha infiltra na terra, degradando o subsolo e alcançando cursos d’água.
- Risco de queimadas descontroladas: Em períodos secos no estado, qualquer queima pontual pode desencadear incêndios florestais de grandes proporções.
O infrator responderá civil e criminalmente pelos danos causados ao meio ambiente, além de ser obrigado a apresentar um plano de descontaminação e destinação correta dos resíduos sólidos remanescentes. Denúncias sobre queimadas e descarte irregular de resíduos podem ser feitas aos órgãos ambientais locais e municipais por meio dos canais oficiais de fiscalização.

