Empresário amazonense suspeito de homicídio pode ter fugido em jato

Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), busca localizar nesta segunda-feira (27), o empresário Celso Tavares, alvo de um mandado de prisão preventiva. Ele é investigado pelo assassinato de seu ex-funcionário, o venezuelano Jarvis Javier Rodrigues, motivado por uma suspeita de desvio financeiro.

De acordo com o titular da DEHS, delegado Ricardo Cunha, Anderson de Castro, foi preso na sexta-feira (24), suspeito de participar do assassinato do venezuelano Jarvis Javier Rodrigues, de 29 anos e logo em seguida ser colocado em liberdade. O crime ocorreu no último sábado (18), no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus – após o empresário acusar a vítima de ter desviado cerca de R$ 400 mil de sua empresa de fitas adesivas. O homicídio foi precedido pelo consumo excessivo de álcool por parte do suspeito.

“Após a ingestão de muita bebida alcoólica, ele teve um surto (…), disse que precisava matar essa pessoa porque, na cabeça dele, ela havia desviado R$ 400 mil da empresa. Ele pegou um revólver calibre 38, avisou aos presentes que cometeria o crime e ninguém fez nada”, relatou o delegado.

O Crime

Segundo as investigações, após anunciar a intenção de matar o ex-funcionário, Celso foi até a residência de Jarvis acompanhado de um homem de sua confiança — também ex-funcionário da empresa. A chegada da dupla ao local foi registrada por câmeras de segurança.

Ao invadir o imóvel, o empresário entrou em luta corporal com a vítima e disparou contra o seu rosto. O tiro atingiu a região do olho, provocando a morte de Jarvis.

Suspeita de Fuga e Ligação Política

A Polícia Civil apura a informação de que Celso Tavares teria deixado o país logo após o crime. A principal hipótese investigada é que ele utilizou um jato particular pertencente a um de seus irmãos para facilitar a fuga.

A mesma aeronave já foi associada a agendas e viagens oficiais pelo interior do estado do vereador e pré-candidato a deputado estadual Eurico Tavares, sobrinho do empresário. Até o momento, o parlamentar não se pronunciou publicamente sobre o caso ou sobre o uso do transporte aéreo citado nas apurações.

Próximos Passos

Os mandados de prisão contra o suspeito serão retransmitidos às forças de segurança estaduais e federais para intensificar as buscas em âmbito nacional e internacional. O caso segue sob sigilo parcial de diligências na DEHS, que também trabalha para identificar e responsabilizar eventuais coautores do homicídio.

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