Foco de queimada do outro lado da Ponte Rio Negro transportou densa cortina de fumaça até a capital amazonense, afetando visibilidade e qualidade do ar.

Uma densa nuvem de fumaça voltou a cobrir bairros de Manaus após um incêndio de grandes proporções atingir uma área de vegetação no distrito de Cacau Pirêra, pertencente ao município de Iranduba, na Região Metropolitana. O fogo, que se alastrou rapidamente pela vegetação seca, gerou uma coluna de fuligem que atravessou a Ponte Jornalista Phelippe Daou (Ponte Rio Negro) impulsionada pelos ventos, atingindo especialmente as zonas Oeste, Centro-Oeste e Sul da capital.
Moradores relataram cheiro forte de queimado e queda acentuada na visibilidade em vias públicas e na orla da cidade, sobretudo nas imediações do bairro Ponta Negra e do Centro Histórico.
O avanço das chamas no Cacau Pirêra
O fogo teve início em uma faixa de mata rasteira e arbustiva típica das margens da rodovia Manoel Urbano (AM-070), espalhando-se com rapidez devido ao calor intenso, à baixa umidade e à presença de biomassa seca.
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) foram acionadas para conter os múltiplos focos e evitar que o fogo avançasse sobre áreas habitadas e pequenas propriedades rurais da localidade. A atuação dos brigadistas e militares concentrou-se no combate direto às chamas e na criação de aceiros para isolar o perímetro atingido.
Impactos na capital amazonense
A travessia da fumaça sobre o Rio Negro trouxe reflexos imediatos para o cotidiano do manauara:
- Tráfego e navegabilidade: Motoristas que cruzaram a Ponte Rio Negro precisaram redobrar a atenção e reduzir a velocidade devido aos trechos de baixa visibilidade provocados pela névoa seca. Embarcações que operam na bacia fluvial também registraram cautela nas manobras.
- Qualidade do ar: Sensores de monitoramento ambiental indicaram piora nos índices de qualidade do ar em diferentes estações de medição da cidade, registrando concentração elevada de material particulado fino ($PM_{2,5}$).
- Desconforto respiratório: Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e prontos-socorros tendem a registrar aumento na procura por atendimento devido a quadros de irritação ocular, crises de asma, bronquite e rinite alérgica decorrentes da inalação da fumaça.


