Manauara é presa com quase 34 kg de skunk no Aeroporto de Recife

Droga de alto valor comercial estava distribuída em duas malas despachadas em voo procedente da capital amazonense; suspeita foi autuada em flagrante por tráfico interestadual.

Foto: Reprodução

Uma passageira de 25 anos, natural de Manaus, foi presa pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freyre, na Região Metropolitana do Recife, ao ser flagrada transportando 33,8 kg de skunk — uma variedade de maconha cultivada com maior concentração de tetrahidrocanabinol (THC) e alto valor no mercado ilícito.

O flagrante ocorreu durante inspeções de rotina voltadas à repressão do tráfico interestadual e internacional de entorpecentes no terminal pernambucano.

A abordagem e o flagrante

A carga ilícita foi identificada durante a passagem de bagagens despachadas pelo equipamento de raio-X do aeroporto. Agentes federais detectaram anomalias e densidade suspeita no interior de duas malas registradas em nome da passageira, que havia acabado de desembarcar de um voo direto vindo de Manaus.

Ao ser interceptada na esteira de restituição de bagagens, a mulher foi conduzida ao posto de fiscalização da PF para abertura das malas na presença de testemunhas:

  • Embalagem a vácuo: O entorpecente estava prensado e acondicionado em dezenas de tabletes envoltos em plástico grosso e fita adesiva, técnica comumente utilizada para mascarar o forte odor característico do skunk.
  • Apreensão total: A pesagem oficial totalizou 33,8 quilos da substância entorpecente, além da retenção de dois aparelhos celulares e das etiquetas de despacho dos bilhetes aéreos.

Rotas do tráfico e destino da carga

O Amazonas é uma das principais portas de entrada do skunk no território nacional, devido às fronteiras fluviais com a Colômbia e o Peru. A droga costuma ser escoada por via aérea ou terrestre a partir de Manaus com destino aos grandes centros consumidores e polos de distribuição do Nordeste e Sudeste.

Encaminhamento judiciário

A mulher recebeu voz de prisão e foi conduzida à Superintendência Regional da Polícia Federal em Pernambuco, no Bairro do Recife. Ela foi autuada em flagrante por tráfico de drogas com a qualificadora de transposição interestadual, crime que prevê penas que podem variar de 5 a 15 anos de reclusão, acrescidas de um sexto a dois terços pela interestadualidade.

Após os procedimentos cartorários e realização de exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML), a suspeita foi encaminhada para audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça de Pernambuco. A Polícia Federal segue investigando para identificar remetentes e financiadores da remessa no estado de origem.

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