Senador do PL descarta recuo após acenos recentes da Corte, rejeita acordos e promete bancada como “pitbull sem vacina” no Congresso a partir de 2027.

O senador Magno Malta (PL-ES) afirmou que a oposição não recuará da intenção de pautar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita a jornalistas em Brasília após uma reunião de parlamentares do Partido Liberal, na esteira de decisões recentes do magistrado interpretadas no Congresso como tentativas de distensão com a ala conservadora — incluindo a concessão de regime semiaberto a presas dos atos de 8 de Janeiro.
Para Malta, eventuais gestos de moderação ou aproximação simbólica não serão capazes de neutralizar a pressão política sobre a Corte.
“A gente sabe quem ele é. Não adianta se pintar de verde e amarelo agora e tentar botar um rosário na mão e uma Bíblia na outra mão. Nós o conhecemos”, declarou o parlamentar capixaba.
Promessa de ofensiva legislativa em 2027
Conhecido pelo perfil incisivo, o senador projetou que a bancada de direita adotará uma postura de confronto direto na próxima legislatura. Malta sustentou que a nova configuração eleitoral do Congresso Nacional conferiu força suficiente à oposição para enfrentar o Judiciário.
- Bancada “pitbull”: Segundo Malta, o Senado contará com parlamentares atuando como “pitbull à vontade, sem vacina, e que vai cumprir o papel” para reequilibrar os Poderes da República.
- Sem acordos: O congressista rechaçou qualquer negociação de bastidor com membros do Supremo: “Não tem acordão, tem impeachment mesmo”.
- Anulação dos processos: Além de defender o afastamento de Moraes, Malta afirmou que o objetivo da sigla vai além de uma simples anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro — a meta declarada pelo senador é anular integralmente as condenações impostas pelo tribunal.
Pela Constituição, compete privativamente ao Senado Federal processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade. Para que um pedido tramite, contudo, cabe ao presidente do Congresso acatar e dar seguimento à denúncia — etapa que tem sido historicamente o maior entrave para os requerimentos apresentados por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.


