
A Polícia Federal deflagrou uma operação para desarticular um esquema criminoso especializado no desvio de recursos públicos originados de emendas parlamentares. A ofensiva mira contratos públicos fraudulentos, empresas de fachada e agentes públicos envolvidos na captação ilícita de verbas destinadas a municípios.
O esquema e o modo de atuação
As investigações apontam que o grupo atuava direcionando recursos federais para prefeituras parceiras mediante acordos ilícitos com intermediários e operadores financeiros:
- Licitações direcionadas: Editais de concorrência eram manipulados com cláusulas restritivas para garantir a vitória de empresas previamente selecionadas ligadas ao grupo.
- Empresas de fachada e laranjas: Os valores repassados eram pulverizados em contas bancárias de empresas sem estrutura operacional e de terceiros para ocultar os reais beneficiários.
- Superfaturamento e inexecução: Obras e serviços de infraestrutura eram declarados como concluídos ou contratados por valores muito acima da média de mercado, sem a devida contraprestação para a população.
- Lavagem de dinheiro: Parte dos valores retornava aos operadores e agentes envolvidos por meio de saques fracionados em espécie, transferências e compra de bens de alto valor.
Mandados e medidas cautelares
Policiais federais cumprem dezenas de mandados de busca e apreensão e medidas cautelares expedidas pela Justiça, que incluem:
- Bloqueio judicial de ativos financeiros, veículos e imóveis dos investigados.
- Afastamento cautelar de funções públicas para servidores e agentes suspeitos de envolvimento.
- Apreensão de documentos, mídias digitais e quantias em dinheiro para subsidiar a continuidade dos inquéritos.
Os alvos da operação podem responder por crimes como peculato, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação, organização criminosa e lavagem de capitais.


