
Plataformas digitais e redes sociais passam a integrar uma rede ativa de acolhimento ao exibir, de forma direta e visível, canais oficiais de denúncia e apoio a vítimas de violência doméstica e de gênero. A iniciativa busca transformar espaços virtuais de busca e convivência em portas de entrada para socorro rápido e seguro.
A medida estabelece que, ao identificar pesquisas relacionadas a termos como agressão, ameaça, abuso sexual ou termos de socorro, as ferramentas de busca e feeds direcionem o usuário imediatamente para contatos de emergência antes dos resultados orgânicos.
Como funciona a integração
- Disponibilização prioritária: Exibição no topo da tela de contatos essenciais, como a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) e o canal de emergência da Polícia Militar (190).
- Mecanismos de busca inteligentes: Gatilhos algorítmicos ativados por palavras-chave sensíveis, exibindo cartões de socorro discretos e com opção de ligação ou chat direto.
- Preservação de sigilo: Interface desenhada para não registrar essas interações em históricos públicos ou notificações que possam expor a vítima ao agressor.
- Acesso a redes locais: Encaminhamento para Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), Casas da Mulher Brasileira e centros de referência municipais conforme a geolocalização.
A presença dessas ferramentas nas plataformas reduz o tempo de resposta em situações críticas, em que a vítima muitas vezes tem poucos minutos de acesso privado ao celular para buscar ajuda.


