Levantamento semanal da agência reguladora aponta pressão nas bombas impulsionada pela cotação internacional do petróleo, oscilação cambial e repasse de custos na cadeia de distribuição.

O preço médio do óleo diesel nas bombas de combustíveis pelo Brasil encerrou a última semana no patamar mais elevado registrado desde maio, segundo o levantamento semanal de preços divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A alta atinge tanto o diesel comum (S500) quanto o diesel S10, o mais comercializado e utilizado em veículos modernos de transporte de carga e passageiros.
De acordo com os dados consolidados pelo órgão regulador em milhares de postos pesquisados pelo país, o encarecimento reflete a recente escalada dos preços internacionais do barril de petróleo bruto e a volatilidade da taxa de câmbio. Como o Brasil ainda depende da importação de parcela relevante do derivado para complementar o refino doméstico, as variações de paridade internacional e o custo dos fretes marítimos pressionaram as margens de distribuidores e revendedores ao longo dos últimos dias.
O encarecimento do diesel gera alerta em setores estratégicos da economia, em especial no agronegócio e na logística rodoviária, que depende do combustível como principal insumo operacional. Especialistas apontam que a alta contínua tende a se refletir no frete de mercadorias nas próximas semanas, aumentando a pressão sobre os índices oficiais de inflação e o preço final de alimentos nas prateleiras dos supermercados.
A pesquisa da ANP revelou ainda disparidades regionais marcantes, com os maiores valores médios por litro concentrados nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde as distâncias logísticas e o custo de transporte interestadual encarecem a entrega final nos postos revendedores. Já o Sudeste e o Sul mantiveram médias comparativamente inferiores, amparados pela proximidade com refinarias e polos portuários de recepção de combustíveis.


