
Uma prática comum em diversas regiões do interior do Amazonas para espantar insetos terminou em prejuízo total no município de Itacoatiara (a cerca de 270 km de Manaus). Uma residência foi completamente consumida pelo fogo após o morador atear fogo em folhas e materiais inflamáveis dentro do imóvel na tentativa de criar fumaça e afastar mosquitos.
Apesar da rápida propagação das chamas, não houve registro de vítimas com ferimentos graves ou mortes, mas a família perdeu todos os pertences, móveis e documentos pessoais.
A dinâmica do acidente
O caso aconteceu no início da noite, horário em que a incidência de insetos costuma aumentar na região. De acordo com relatos preliminares de vizinhos e testemunhas:
- Início do fogo: O morador reuniu folhas secas e pequenos gravetos em um recipiente improvisado em um dos cômodos para produzir a fumaça de dispersão.
- Alastramento rápido: Fagulhas entraram em contato com materiais de fácil combustão próximos — como colchões e cortinas —, espalhando o fogo em questão de segundos pelas estruturas, em grande parte de madeira.
- Ajuda da vizinhança: Populares tentaram conter as chamas utilizando baldes e mangueiras de jardim antes da chegada da equipe de socorro, com o objetivo principal de evitar que o fogo atingisse residências vizinhas.
Atuação dos bombeiros e perdas
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) foi acionado e mobilizou viaturas para o combate às chamas e rescaldo do imóvel. Contudo, devido à rapidez com que o material combustível alimentou o fogo, a estrutura da casa já havia colapsado.
Riscos da queima caseira e orientações
O uso de fogueiras e queima de cascas de ovos, folhas secas ou serragem em recipientes improvisados — hábito conhecido popularmente como “fazer fumaça” — é uma prática tradicional em comunidades ribeirinhas e municípios do interior, mas traz sérios riscos de intoxicação respiratória e incêndios estruturais.
O Corpo de Bombeiros reforça que o controle de insetos não deve envolver fogo em áreas residenciais fechadas ou próximas a móveis:
- Priorize métodos mecânicos: O uso de telas milimétricas em portas e janelas e mosquiteiros sobre as camas é a forma mais segura e duradoura de proteção.
- Repelentes e inseticidas registrados: Aplicação de produtos químicos aprovados pela Anvisa, seguindo rigorosamente as instruções da embalagem.
- Eliminação de criadouros: Combate regular ao acúmulo de água parada em quintais e calhas para conter a proliferação na origem.
A Defesa Civil do município foi mobilizada para prestar os primeiros auxílios à família desabrigada, que agora depende da solidariedade da comunidade local para recomeçar.


