
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso de lotes de insulina e de produtos à base de tirzepatida comercializados de forma irregular no país. A medida sanitária foi oficializada após a identificação de itens sem registro sanitário e de empresas operando sem autorização legal.
A ação visa conter os riscos à saúde pública decorrentes do consumo de substâncias biológicas e injetáveis sem controle de qualidade, procedência garantida ou cadeia de refrigeração comprovada.
Principais irregularidades identificadas
As medidas restritivas atingem produtos específicos e distribuidores flagrados em desconformidade com a legislação sanitária vigente:
- Insulina sem autorização de distribuição: A agência vetou lotes de insulina (incluindo insulina glargina) distribuídos por empresa sem a devida Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) exigida pelo órgão regulador. Medicamentos biológicos como a insulina dependem de rigoroso controle térmico e de transporte, cuja ausência compromete a eficácia do tratamento e coloca a vida do paciente em risco imediato.
- Tirzepatida sem registro sanitário: A determinação também alcança formulações e marcas à base de tirzepatida vendidas clandestinamente pela internet ou manipuladas sem respaldo. A substância — usada em tratamentos metabólicos e para perda de peso — só pode ser vendida sob prescrição médica em produtos devidamente registrados e aprovados pela autoridade regulatória.
- Peptídeos e injetáveis clandestinos: A fiscalização detectou ainda o comércio de outros peptídeos sintéticos promovidos irregularmente para fins estéticos e esportivos sem qualquer comprovação científica de segurança ou pureza.
Riscos ao consumidor e orientações
O uso de produtos injetáveis não certificados expõe os pacientes a graves ameaças à saúde, como infecções bacterianas, contaminação microbiológica, dosagens incorretas e reações adversas severas:
Recomendação da Anvisa: Pacientes que utilizam insulina ou medicações análogas devem adquirir seus remédios exclusivamente em drogarias e farmácias regularizadas, conferindo a presença do número de registro da Anvisa na embalagem e exigindo nota fiscal. O uso de qualquer lote ou versão dos itens suspensos deve ser interrompido imediatamente.
A Anvisa reforçou que denúncias de venda ilegal — especialmente em redes sociais, sites de comércio eletrônico e canais de mensagens — podem ser registradas diretamente pela Ouvidoria da agência ou junto aos órgãos de vigilância sanitária municipais e estaduais.


